quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Lei Maria da Penha ainda é pouco usada pela Justiça em casos de assassinato

Os fatores que levaram aos assassinatos são principalmente o inconformismo com o término do relacionamento, a ofensa à virilidade do homem e quebra de expectativa em relação ao papel da mulher./ Foto: Reprodução
Os fatores que levaram aos assassinatos são principalmente o inconformismo com o término do relacionamento, a ofensa à virilidade do homem e quebra de expectativa em relação ao papel da mulher./ Foto: Reprodução
Agência Brasil
Mariana Tokarnia
Metade dos processos judiciais de casos de assassinatos de mulheres por questão de gênero não faz menção à Lei Maria da Penha, segundo versão preliminar do estudo A Violência Doméstica Fatal: o Problema do Feminicídio Íntimo no Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. A pesquisa mostra também que, entre os casos avaliados, a grande maioria das mulheres não procurou ajuda antes, mesmo que a violência já fizesse parte da relação.
A FGV analisou 34 processos judiciais a partir de acórdãos dos tribunais de Justiça da Bahia, de Mato Grosso, Minas Gerais, do Pará e Paraná. Dois terços tramitaram na vigência da Lei Maria da Penha e, entre eles, metade sequer menciona a lei e a outra metade faz menção, sem necessariamente aplicá-la.
“Isso mostra a dificuldade do Judiciário em absorver uma lei que foi aprovada em 2006. Até hoje vemos a dificuldade do Judiciário em aplicar essa lei, o que mostra, além da tipificação, o desafio de articular o feminicídio à Lei Maria da Penha e brigar pela sua implementação tanto no Judiciário quanto nas instituições da rede de apoio à mulher”, analisa uma das coordenadoras da pesquisa Marta Rodriguez.
O levantamento mostra que a violência era tida, muitas vezes, como componente da relação, isso porque foram encontradas frases como: mas qual casal não tem seus problemas?. “Uma questão que ficou clara com o levantamento foi que os casos de violência que terminam em morte se arrastam por muito tempo e em pouquíssimos, raríssimos casos, a mulher havia procurado o sistema de Justiça antes da morte”, diz Marta.
Entre as observações preliminares está o reforço de estereótipos de gênero na Justiça. As mulheres são tidas nos processos ou como “mulher trabalhadora e direita”, “de família”, portanto vítima merecedora da atenção do sistema de Justiça criminal ou como “mulher que foge ao padrão socialmente esperado”, logo vítima que contribuiu para o fato. Os pesquisadores encontraram frases como: “Impossível negar que, por exemplo, uma mulher que apanha e não sai de casa também tem culpa”.
Os homens também são generalizados ou como “homem trabalhador, religioso, bom pai, honesto”, cujo comportamento social isenta ou reduz a responsabilidade pelo crime, ou como “homem perigoso, violento, pervertido sexual”, que merece a manutenção de medidas cautelares e penas mais severas.
Os fatores que levaram aos assassinatos são principalmente o inconformismo com o término do relacionamento, a ofensa à virilidade do homem e quebra de expectativa em relação ao papel da mulher.
A pesquisa partiu de dados oficiais, de que o número de assassinatos de mulheres aumentou 17,2% na última década, o dobro do aumento do número de homicídios masculinos. Além disso, enquanto entre homens 15% dos homicídios ocorrem na residência, entre as mulheres essa cifra sobe para 40%.
De acordo com Marta, não há no país dados que tratem especificamente do feminicídio, ou seja, homicídio de mulheres em decorrência de conflitos de gênero, geralmente cometidos por um homem, parceiro ou ex-parceiro da vítima. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual.
De acordo com a secretária de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Aparecida Gonçalves, a pesquisa, em conjunto com outras ações para mostrar o feminicídio, “vai trazer visibilidade para o fenômeno e vai ajudar a construir indicadores, além de discutir dentro do sistema de Justiça a questão dos conceitos e preconceitos existentes contra as mulheres”, diz.
Pouco antes da apresentação do estudo, ontem (17), o Senado aprovou o substitutivo da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao PLS 292/2013, que modifica o Código Penal para incluir o crime de feminicídio. O projeto estabelece que o feminicídio será um dos tipos de homicídio qualificado, configurado como o crime praticado contra a mulher por razões de gênero.
"Aprovado no Senado, o projeto vai à Câmara dos Deputados e é grande a conquista. Quando fizemos a pesquisa, a ideia era essa, sensibilizar o Congresso. A apresentação então comemora a aprovação e nos fortalece na Câmara para que seja aprovado o texto", diz o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Crocce Caetano. 

Fonte:www.clicfolha.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014


     Mutirão contra a Dengue



A Equipe da Zoonoses (Dengue) de Cássia iniciou nos dias 05, 06, 12 e 13 de dezembro o mutirão de limpeza contra a dengue. 





Os Moradores foram mobilizados através de panfletos informativos e moto de som. Em seguida, a equipe realizou o recolhimento de lixos e objetos que poderiam servir para acúmulo de água. Foi coletado muito lixo, entre garrafas, latas, pneus e móveis velhos.
A população precisa ficar em alerta em decorrência do aumento de casos de contaminação com o mosquito. “Neste mesmo período do ano passado, registramos nove pessoas contaminadas e este ano já registramos 08. O mosquito está se adaptando e a população deve ficar mais cautelosa”.
 A Vigilância Epidemiológica orienta os cuidados que a população deve tomar: não deixar água parada em vasos de planta ou outros objetos, acondicionar bem o lixo e não deixar caixa dágua destampada. “A comunidade deve mobilizar os vizinhos e acionar as autoridades em casos de suspeita de dengue, através do telefone 3541 5120.
Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, hemorragia, vômitos e diarréia. A dengue pode matar. Em caso de suspeita de dengue, os pacientes devem procurar  atendimento urgente.

Isabel Cristina Rodrigues

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica

domingo, 14 de dezembro de 2014

JOVEM CASSIENSE REPRESENTA MINAS GERAIS NO SENADO FEDERAL


A jovem cassiense Anna Rita de Cascia Carvalho Barbosa, aluna do terceiro ano do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Passos, foi selecionada e recebeu uma importante homenagem no Senado Federal. Anna Rita participou do projeto de redação “Jovem Senador”, onde alunos de todo Brasil escrevem sobre os temas propostos. Neste ano, o tema foi “Se eu fosse um Senador”. Anna Rita recebeu orientação da professora de Língua Portuguesa da Colégio Tiradentes, Viviane Amorim Pinto Silva. Anna Rita foi selecionada entre os 853 municípios mineiros, sendo a grande vencedora do concurso no Estado de Minas Gerais. No mês de novembro, a ilustre aluna cassiense participou de uma semana de atividades parlamentares no Senado Federal. Anna Rita foi eleita vice-presidente da mesa de trabalhos do projeto Jovem Senador e se destacou entre os participantes. Além de muito feliz pela premiação conquistada, Anna Rita declarou grande expectativa no debate de ideias com os outros jovens senadores. “Estou contente por ter conquistado o prêmio, mais, o que mais me animou foi saber que tenho a possibilidade de poder discutir e buscar melhorias para o Brasil. Esse encontro com os outros 26 Jovens Senadores foi uma grata oportunidade de discutir medidas legislativas que possam beneficiar a vida das pessoas”.

Ex-diretor ligado ao PT capta R$ 650 milhões em propina em 8 anos


    • Renato Duque - nome indicado pelo PT -, captou cerca de R$ 650 milhões
    A força-tarefa do Ministério Público Federal avalia que já dispõe de elementos suficientes para afirmar que a Diretoria de Serviços da Petrobras, na gestão do ex-diretor Renato Duque - nome indicado pelo PT -, captou cerca de R$ 650 milhões em propinas sobre contratos fechados de 2004 a 2012 com as seis empreiteiras que são alvo do primeiro pacote de denúncias criminais da Operação Lava Jato.
    Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal, às vezes o dinheiro de propinas era tão volumoso que precisava ser transportado em carro-forte, por orientação de Duque. O ex-diretor chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas foi solto por liminar do Supremo Tribunal Federal. Mendonça agia em nome da Setal Óleo e Gás, empreiteira do cartel que negocia acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste do governo federal.
    No acordo que firmou com a Procuradoria da República, documento que compreende 19 anexos, o executivo dedicou um capítulo inteiro a Duque e ao "pagamento de propinas". Nesse trecho, ele se compromete a revelar "todos os fatos relacionados aos acordos voltados à redução/supressão da competitividade, com prévio acerto do vencedor, de preços, condições, divisão de lotes nas licitações e contratações da Petrobras".

    O acordo de colaboração é um contrato. Ao assinar o termo, em setembro, o executivo se dispôs a apontar as formas como se concretizava a entrega de propinas. Ele se compromete a devolver R$ 10 milhões a título de multa compensatória por danos causados contra a administração pública - a primeira parcela, de R$ 2,5 milhões, foi quitada em 10 de novembro. O restante será quitado em sete parcelas até 20 de julho de 2015.

    Contato
    Segundo Mendonça, o então diretor de Serviços "orientava três coisas" - pagamentos em dinheiro, depósitos em contas no exterior e repasses para o PT. "O contato com o partido era o Vaccari", diz o delator, em referência a João Vaccari, tesoureiro do PT. Para "mascarar" os desvios de parte dos contratos, Duque, segundo o delator, mandava fazer uso de notas frias de empresas de fachada ligadas ao Grupo Delta.
    Após longa investigação, que reuniu documentos e outros depoimentos, os procuradores se convenceram do envolvimento direto de Duque e vão acusá-lo por corrupção passiva, organização criminosa e outros crimes. "Os corruptores que mantinham contratos com a estatal ofereceram e prometeram vantagens indevidas, notadamente aos então diretores de Abastecimento e de Serviços, Paulo Roberto Costa e Duque."
    O cálculo da Lava Jato para chegar aos R$ 650 milhões destinados à diretoria de Duque é feito a partir do montante global de propinas até aqui apurado, R$ 971 milhões - valor que se quer recuperar para os cofres públicos e relativo ao total desviado na área de Abastecimento em contratos das seis empreiteiras citadas nas primeiras denúncias.
    Cerca de R$ 270 milhões ficaram com a diretoria de Costa. O restante foi canalizado para a diretoria de Duque, que arrecadava 2% em contratos das demais áreas - Abastecimento (cota do PP), Internacional (do PMDB), Exploração e Produção; e Óleo e Gás, ambas da cota petista. "O valor de quase R$ 1 bilhão corresponde aos 3% de propina paga em função dos contratos da área de Abastecimento", disse o procurador Deltan Dallagnol.
    A Lava Jato apurou que as comissões pagas nessa área, sob controle do PP, alcançaram 3% sobre contratos com 16 empresas do cartel - 2% teriam sido destinados à Diretoria de Serviços, que cuida dos processos de contratação, concorrência e fiscalização, e 1% para Abastecimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

    Fonte:uol.com.br

    quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

    Empresário vai à polícia após denúncia falsa em rede social


    Foto: Arquivo/Comércio da Franca
    Empresário vai à polícia após denúncia falsa em rede social
    Imagem de arquivo de carne servida no restaurante e churrascaria Zebu

    Uma relação comercial mal resolvida provocou acusações nas redes sociais, prejuízos, denúncia de extorsão na polícia e retratação pública. A polêmica teve início no sábado, 6, quando o empresário Fabiano Siqueira publicou em seu Facebook que a churrascaria Zebu teria sido fechada no dia 1º de outubro e que as refeições e carnes servidas não teriam procedência. A “denúncia” trazia fotos, que ajudaram a ampliar a repercussão e as críticas ao 


    estabelecimento. “O movimento foi prejudicado por essa calúnia”, afirmou ontem o proprietário, Jaime Luiz Prezotto.
     
    Ele procurou a polícia e denunciou o empresário por extorsão e ameaça. Disse que havia contratado a empresa de Siqueira por R$ 22 mil para fazer reformas no estabelecimento. Depois do serviço, ele teria exigido mais dinheiro. “Tudo o que foi combinado, foi pago. Tenho os comprovantes, mas esse rapaz veio até aqui e disse que, se eu não pagasse o que ele queria, ele publicaria fotos na internet”. Prezotto também acusou o prestador de serviço de ter chutado o seu carro e quebrado uma luminária do estabelecimento.
     
    Como ele não teria aceito pagar além do combinado, o empresário passou a criticar a churrascaria em redes sociais. Após o caso ir parar na polícia, Fabiano retirou o texto com as acusações de seu perfil e publicou o que chamou de uma retratação no lugar estimulando os clientes a voltarem a frequentar o local. “Fizemos declarações as quais hoje, após a reforma que fizemos, não são mais verdadeiras. Venho comunicar que todos possam voltar a frequentar a churrascaria, pois a mesma se encontra em perfeito estado. No calor do momento, devido ao débito, tentei prejudicar a imagem do mesmo (local) ao invés de procurar meus direitos no juizado de pequenas causas”. Ele alegou ter sofrido prejuízo com a reforma e que teria mais R$ 7 mil para receber. Declarou que algumas fotos publicadas são da internet, mas a maioria ele fez durante a reforma. 
     
    A Vigilância Sanitária de Franca informou que todos os fechamentos e interdições de estabelecimentos, em casos de sujeira ou venda de alimentos de origem duvidosa, são registrados pelo órgão e que a churrascaria Zebu, no período denunciado pelo empresário, não teve problemas.

    Fonte: gcn.net.br 

    terça-feira, 9 de dezembro de 2014

    Represa cheia no interior atrai turistas ‘órfãos’ da seca em SP


    JOÃO ALBERTO PEDRINI



    Rifaina, cidade de 3.500 habitantes no interior de São Paulo, tornou-se um oásis. Localizado bem na divisa com Minas Gerais, a 464 km da capital paulista, o município tem o que outros não têm: água.
    Às margens da represa de Jaguara, no rio Grande, Rifaina virou refúgio de turistas que buscam onde veranear em seus barcos, motos aquáticas e lanchas, vindos de lugares afetados pela maior crise hídrica dos últimos 84 anos.
    É praticamente impossível haver rebaixamento no nível da água na região, situada entre hidrelétricas do sistema de Furnas e da Cemig (Companhia Energética de MG).

    Foto: Edson Silva
    Turistas em lancha na represa de Jaguara, em Rifaina (SP)
    Turistas em lancha na represa de Jaguara, em Rifaina (SP)
    Isso porque a usina local opera com o sistema de fio d’água, que não precisa de reservatório para gerar energia, fazendo com o que o volume de água seja constante.
    A abundância hídrica, a boa localização –próxima a Ribeirão Preto e Franca, em SP, e de Uberaba e Uberlândia, em MG– e as melhorias na infraestrutura urbana têm atraído mais turistas este ano.
    As duas principais marinas da cidade receberam cerca de 20 novas embarcações de Delfinópolis (MG), e moradores de locais banhados pelo sistema Cantareira –que abastece a Grande SP–, como Nazaré Paulista e Bragança Paulista, também têm dado as caras.
    “Há uns dois meses recebo duas ou três ligações por dia de gente de Delfinópolis perguntando preços”, diz Fabrício Cantieri, 36, dono da marina Maré Alta, que também teve procura de
    paulistanos.
    Em uma das imobiliárias da cidade houve aumento da procura em 25% neste ano. “Já não tenho
    nenhum aluguel [de ranchos] para o final do ano”, afirmou Paulo Roberto de Melo Freitas, dono da Mara Imóveis.
    Ele diz que, no ano passado, ainda havia opções nesta mesma época. Um aluguel de um rancho chega a custar quase R$ 20 mil (seis dias para 18 pessoas). São mais de 600 ranchos às margens da represa.
    Moradores e empresários ouvidos pela Folha disseram que o município começou a ganhar destaque no turismo após obras da prefeitura.
    Segundo o secretário de Turismo, Cláudio Masson, de 2005 a 2012 a gestão investiu mais de R$ 3 milhões para revitalizar a orla. Um calçadão de 4 km foi construído, com quiosques, paisagismo, iluminação e estacionamento.
    Um novo residencial está sendo viabilizado. O Enseada da Fronteira (460 mil m² e 320 imóveis), da construtora Engimurb, já está com 40% dos lotes comercializados. Os terrenos vão de R$ 130 mil a R$ 250 mil. Algumas residências chegam a valer R$ 2 milhões.
    “O acesso é fácil, a cidade tem ótima estrutura, água em abundância. Só tende a crescer”, diz Amir Choaib, 57, dono da construtora, que planeja investir em mais dois projetos de alto padrão.
    A cidade ganhará neste mês o seu primeiro prédio, de dez andares e 41 apartamentos –média de R$ 260 mil por unidade. A construtora informa que vai construir outro edifício, maior, na orla.
    Fonte:www.orc.com.br

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

    POSTO DE COMBUSTÍVEL É ASSALTADO EM CÁSSIA-MG


    Na madrugada desta quinta-feira (4), por volta das 3h50, três assaltantes armados invadiram Posto Miranda localizado na Rodovia MG-344, em Cássia próximo ao trevo. 

    Os bandidos, que cobriam o rosto com camisetas, obrigaram o frentista R.A.O., 23 anos, a se deitar no chão e roubaram todo o dinheiro que estava em seu bolso e também no caixa.


    Antes de saírem, eles ainda levaram alguns produtos da loja de conveniência e supostamente, teriam utilizado um veículo que estava parado nas proximidades para fugirem. O carro seguiu em direção a cidade de Capetinga.

    A  Polícia Militar foi acionada e comunicando o fato com os municípios vizinhos, mas nenhum suspeito foi preso.