sexta-feira, 22 de março de 2019

O que causa cansaço nas pernas e o que fazer para tratar


O que causa cansaço nas pernas e o que fazer para tratarA principal causa de sensação de cansaço nas pernas é a má circulação, também chamada de insuficiência venosa crônica, pois nesta doença as válvulas das veias estão enfraquecidas, o que dificulta o fluxo de sangue, provocando o surgimento de varizes e sintomas como peso nas pernas, formigamento, dor e cãibras. 
No entanto, caso o cansaço nas pernas esteja acompanhado de outros sintomas, como dor, fraqueza ou dificuldade para andar, outras doenças também devem ser consideradas, como alterações musculares, insuficiência das artérias ou neuropatia por diabetes, por exemplo. Se quer saber sobre dor nas pernas, conheça as causas e como tratar este problema
Para confirmar a causa deste problema, é necessário consultar-se com o médico, que poderá fazer a avaliação física e solicitar exames como ultrassom dos membros inferiores. 

Principais causas

O cansaço nas pernas pode ser provocado por:

1. Má circulação das veias

Também conhecida como insuficiência venosa ou doença venosa crônica, esta alteração provoca sintomas incômodos que afetam as pernas como sensação de peso ou cansaço, dor, formigamento, cãibras e inchaço.
Esta alteração é muito comum, e costuma formar as varizes, que são pequenos vasinhos que podem ser visíveis na pele ou são profundos. Ela costuma ser provocada pela genética familiar, apesar de que alguns fatores de risco contribuem para o seu surgimento, como obesidade, ficar muito tempo em pé, usar salto alto ou sedentarismo, por exemplo. 
  • Como tratar: o tratamento é indicado pelo angiologista ou cirurgião vascular, e consiste em medidas para aliviar os sintomas, como uso de meias elásticas, analgésicos ou medicamentos que aliviam o fluxo sanguíneo, como Diosmina e Hesperidina. No entanto, o tratamento definitivo é feito com cirurgia. Leia mais sobre as causas e o que fazer em caso de má circulação.

2. Diminuição do fluxo de sangue nas artérias

doença arterial periférica é a má circulação que afeta as artérias, por isso, é mais grave e provoca sintomas mais intensos, já que são as artérias que levam oxigênio e nutrientes aos tecidos do corpo.
O sintoma mais comum é a dor nas pernas ao caminhar, que melhora com o descanso, no entanto, outros sintomas possíveis são cansaço nas pernas, formigamento, pés e pernas frios e pálidos, disfunção erétil e o surgimento de feridas que não cicatrizam.  
  • Como tratar: o angiologista irá orientar a adoção de hábitos de vida saudáveis, como parar de fumar, perder peso, fazer exercícios e controlar o diabetes ou pressão alta, pois são grandes fatores de risco para essa doença. Remédios para o colesterol e para melhorar a circulação sanguínea, como AAS e cilostazol costumam ser indicados. Em casos graves, é indicada a cirurgia. Entenda melhor o que é a doença arterial periférica e como tratar

3. Despreparo físico

A falta de exercícios físicos provoca a atrofia dos músculos, chamada de sarcopenia, o que torna cada vez mais difícil a realização de esforços físicos e causa mais facilmente a fadiga muscular, com sintomas como sensação de fraqueza, cansaço, cãibras e falta de ar. 
São especialmente afetadas pela fraqueza muscular pessoas idosas que ficam acamadas ou muito sentadas, ou portadores de doenças que dificultam atividades, como doenças pulmonares, cardíacas ou neurológicas.
  • Como tratar: para prevenir e tratar a fraqueza muscular, é necessário praticar atividades físicas como caminhadas, hidroginástica ou musculação, de preferência, após liberação do médico e orientadas por um educador físico. Saiba quais são os sintomas de sarcopenia e como recuperar a massa muscular
O que causa cansaço nas pernas e o que fazer para tratar

4. Diabetes

Quando o diabetes não é bem controlado ao longo dos anos, pode provocar danos aos nervos do corpo, situação chamada de neuropatia diabética. Esta alteração afeta principalmente os pés, mas pode comprometer as pernas, além de diversos outros locais de corpo.
Os principais sintomas incluem dor, queimação e ardência, formigamento, sensação de agulhadas e choques, ou a perda da sensibilidade no membro afetado, o que facilita o surgimento de feridas que não cicatrizam e provoca dificuldades para andar. 
  • Como tratar: o tratamento é realizado pelo neurologista ou endocrinologista, feito, principalmente, com o controle adequado da glicemia com remédios antidiabéticos. existem medicamentos que o médico poderá indicar para aliviar os sintomas, como analgésicos, antidepressivos e antiepiléticos, por exemplo. Leia mais sobre este problema em Neuropatia diabética

5. Doenças musculares

Doenças que afetam os músculos são chamadas de miopatias, e podem provocar sensação de cansaço e fraqueza nas pernas, além de dor, formigamento, cãibras, rigidez, espasmos e dificuldade para se locomover. 
Esta causa de cansaço nas pernas é mais rara, e algumas das principais causas incluem:
  • Doenças inflamatórias autoimunes, como polimiosite, dermatomiosite ou miosite por corpúsculos de inclusão;
  • Lesão muscular provocada por remédios, como Ciprofibrato, corticóides, Valproato ou Etanercept, por exemplo;
  • Intoxicação do músculo, pelo consumo de substâncias como álcool;
  • Inflamação dos músculos induzida por infecções, como HIV, CMV ou toxoplasmose, por exemplo;
  • Alterações hormonais, como hiper ou hipotireoidismo; 
  • Distrofias musculares, que são doenças hereditárias em que há degeneração da membrana que envolve o músculo, ou outras doenças genéticas.
As alterações musculares também podem ser provocadas indiretamente por doenças metabólicas ou neurológicas, como a esclerose lateral amiotrófica ou miastenia gravis, por exemplo. 
  • Como tratar: o tratamento é indicado pelo médico de acordo com a sua causa, podendo incluir uso de medicamentos para regularizar o sistema imune,antibióticos ou ajustes nos medicamentos utilizados. 
Fonte:tuasaude

quinta-feira, 21 de março de 2019

Defesa de Temer pede habeas corpus ao TRF2

O ex-presidente Michel Temer foi preso preventivamente, em São Paulo. A Polícia Federal (PF) levou Temer para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, de onde segue para o Rio de Janeiro.

A defesa do ex-presidente Michel Temer pediu, na tarde de hoje (21), seu habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Temer foi preso em uma operação da força tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga corrupção nas obras da usina nuclear de Angra 3.
O recurso foi distribuído para o desembargador federal Ivan Athié, relator da Operação Prypiat, à qual o caso de Temer é conexo.
Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco, ambos do MDB, foram presos preventivamente na manhã de hoje (21) por determinação do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal.
A Justiça Federal também determinou as prisões preventivas de João Baptista de Lima Filho, conhecido como coronel Lima, amigo do ex-presidente; da esposa do coronel, Maria Rita Fratezi; de Carlos Alberto Costa; de Carlos Alberto Costa Filho; de Carlos Alberto Montenegro Gallo; e de Vanderlei de Natale.
Também foram determinadas as prisões temporárias de Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann. O juiz indeferiu o pedido de prisão preventiva do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear; e de sua filha, Ana Cristina da Silva Toniolo.
Na investigação, são apurados crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, em razão de possíveis pagamentos ilícitos feitos por determinação do empresário José Antunes Sobrinho, da empresa de engenharia Engevix, para o grupo criminoso, supostamente liderado por Michel Temer, bem como de possíveis desvios de recursos da Eletronuclear para empresas indicadas pelo referido grupo.
O advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós, disse, em nota, que a prisão não tem fundamentos. “Resta evidente a total falta de fundamento para a prisão decretada, a qual serve apenas à exibição do ex-presidente como troféu aos que, a pretexto de combater a corrupção, escarnecem das regras básicas inscritas na Constituição da República e na legislação ordinária”, diz um trecho do comunicado.
Fonte: agenciabrasil

STJ autoriza João de Deus a deixar prisão para tratamento médico


João de Deus chega à Casa Dom Inácio Loyola, em Abadiânia
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro determinou hoje (21) que o médium João de Deus deixe a prisão e seja encaminhado para internação no Instituto de Neurologia de Goiânia. De acordo com a decisão, o médium deverá ficar internado durante o período de quatro semanas, sob escolta policial, ou monitoramento por tornozeleira eletrônica. 
João de Deus foi preso no 16 de dezembro do ano passado sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de tratamento espiritual, em Abadiânia, Goiás.
O ministro atendeu a um pedido da defesa de João de Deus, que tem problemas de pressão arterial e um "aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura", segundo os advogados.  
Na decisão, Nefi Cordeiro entendeu que todo preso tem direito à dignidade e à saúde. "Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional".
Fonte: agencibrasil

terça-feira, 19 de março de 2019

Polícia apreende menor suspeito de organizar massacre em Suzano


Uma mulher acende velas enquanto presta homenagem às vítimas do tiroteio na escola Raul Brasil em Suzano, São Paulo, Brasil 13 de março de 2019. REUTERS / Amanda Perobelli
A polícia apreendeu um menor suspeito de ter participado da organização do atentado que levou ao massacre de seis estudantes e dois funcionários da Escola Estadual Raul Brasil, na última quarta-feira (13), na cidade de Suzano, em São Paulo.
Como se trata de um menor de idade, portanto inimputável, ele ficará à disposição da Justiça.
O pedido de apreensão foi formulado pela polícia. Num primeiro momento, o Ministério Público foi contra, mas a polícia insistiu e agora obteve com a Justiça a tutela do Estado.
Fonte: agenciabrasil

sexta-feira, 15 de março de 2019

Vítimas de ataque em Suzano são sepultadas sob aplausos e chuva


Caixão de uma das vítimas mortas em um tiroteio na Escola Raul Brasil, em Suzano, durante funeral coletivo.
Um a um, sob aplausos, os caixões com os corpos das vítimas do ataque à Escola Estadual Raul Brasil deixaram, na tarde desta quinta-feira (14), a Arena Suzano, no Parque Municipal Max Feffer, e chegaram ao Cemitério São Sebastião, em Suzano, região metropolitana de São Paulo. Além de parentes e amigos, a população de Suzano compareceu em peso para prestar as últimas homenagens às vítimas da tragédia.
Ontem (13) de manhã dois atiradores invadiram a escola e atacaram alunos e professores a tiros e golpes de machadinha. Oito pessoas morreram, incluindo o tio de um dos atiradores, atingido antes do ataque à escola, e 11 ficaram feridas. Os dois atiradores também morreram.
A capela ficou pequena para a multidão que acompanhou os cortejos
A capela ficou pequena para a multidão que acompanhou os cortejos - Daniel Mello/Agência Brasil
No cemitério, a capela ficou pequena para a multidão que acompanhou cada um dos cinco sepultamentos realizados ao logo da tarde, sob chuva fina. Nos corredores entre os túmulos, foram espalhadas as coroas de flores que enfeitaram o velório, enviadas por empresas, sindicatos, parentes e amigos. Uma demonstração de que o crime atingiu a cidade como um todo.

Na hora de descer os caixões, mais aplausos. O grande número de jovens e adolescentes que acompanharam os enterros denunciava a pouca idade dos estudantes mortos. Quatro deles tinham entre 15 e 17 anos – os estudantes Caio Oliveira (15), Claiton Antonio Ribeiro (17), Kaio Lucas Costa Limeira (15) e Samuel Melquiades (16). A mais velha era a professora Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38 anos.

Apesar de ter sido velado junto com os demais, o corpo da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, de 59 anos, será enterrada somente amanhã (14), porque a família aguarda a chegada de um filho que está no exterior.

Por motivos religiosos, o velório do estudante Douglas Murilo Celestino, foi velado em uma igreja da Assembleia de Deus frequentada pela família.

Jorge Antonio de Moraes, de 51 anos, dono de uma locadora de carros e tio de um dos atiradores, também teve velório e sepultamento em cerimônia separada.

Mais segurança

De manhã, ao receber o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, e o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, propôs medidas de segurança, como a atuação de policiais militares da reserva nos setores administrativo das escolas estaduais.
Por volta das 11h, foi celebrada missa e, às 14h, houve ato ecumênico em memória da coordenadora Marilena Ferreira Vieiras Umezo, da professora Eliane Regina Oliveira Xavier e dos estudantes Kaio Lucas da Costa Limeira, Claiton Antonio Ribeiro, Samuel Melquiades Silva de Oliveira e Caio Oliveira.
Cerca de 50 profissionais da rede municipal de saúde prestaram atendimento no local do velório, entre médicos psiquiatras e clínicos gerais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e assistentes sociais.
A prefeitura informou que, no fim da tarde de hoje, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, em conjunto com o Conselho Tutelar, acompanhou e realizou atendimento técnico aos alunos menores de idade, que prestaram os primeiros depoimentos na Delegacia de Polícia Central de Suzano para o inquérito policial que investiga o caso.

Videoconferência

Para esta sexta-feira (15), está prevista a realização, pela Secretaria Municipal de Educação, de uma videoconferência com toda a equipe escolar para definir as ações que serão tomadas com os 26 mil alunos das escolas públicas municipais, a partir da próxima segunda-feira (18), com objetivo de conscientizar e combater a violência e o assédio moral, além de estabelecer uma cultura de paz.
Fonte: agenciabrasil

quinta-feira, 14 de março de 2019

Velório coletivo de mortos em Suzano já recebeu mais de 5 mil pessoas


Família, amigos e estudantes participam do funeral coletivo das vítimas mortas em um tiroteio na Escola Raul Brasil em Suzano, Brasil 14 de março de 2019. REUTERS / Ueslei Marcelin
Mais 5 mil pessoas, segundo a prefeitura de Suzano, já passaram pelo velório coletivo dos estudantes e funcionários mortos no atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior paulista. O velório ocorre na Arena Suzano desde as 7h de hoje (14). No entorno do ginásio, pessoas em uma longa fila aguardam para entrar no local e prestar solidariedade aos parentes das vítimas. Às 11h foi celebrada uma missa, e às 14h, haverá um ato ecumênico.
Além das famílias, estudantes da escola, pais de alunos e vizinhos estão no local. A confeiteira Rosália Vieira de Melo, 39 anos, era amiga da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, 59 anos. “Éramos irmãs de igreja. Cheguei em Suzano em 1998 e pouco tempo depois já nos conhecemos na igreja. Ela era voluntária e trabalhava muito nos Encontros de Casais com Cristo com a gente. Era ministra da Eucaristia. Muito querida por todos nós. É uma grande perda, como profissional e também como voluntária”, relembrou.
O estudante Thales Medeiros, 20 anos, é um dos sobreviventes do atentado. Aluno do 3° ano do Ensino Médio, ele estava no refeitório quando os atiradores chegaram e se juntou ao grupo de pelo menos 50 pessoas que se esconderam na despensa da cozinha. Ele mora próximo ao estudante Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, e fez questão de abraçar a família do colega morto. “Ele sempre foi humilde, respeitador. Sempre na dele, nunca arrumou confusão”, descreveu.
Thales disse que a escola é conhecida por manter um clima tranquilo entre os estudantes. “É muito bom. É uma escola que é difícil ter confusão. Quando tem, a diretora, as tias, acalmam, apaziguam. É um clima muito bom, familiar mesmo. Eu mesmo já tive muito problema na escola, era bagunceiro, e agora estou mais tranquilo. A escola me ensinou isso”.
Sobre o retorno para a escola, Thales disse que sabe que será um momento de muita tristeza. “Mas temos que voltar. Fazer a alegria da escola como era antes. Aos poucos nós vamos retomando o nosso caminho”.
Já para a estudante Juliana Souza, 14 anos, a volta às aulas ainda não é uma certeza. Ela estuda no centro de línguas, que funciona na Escola Raul Brasil, há cerca de um mês. “Sempre foi uma escola 'da hora'. Sempre quis mudar para lá, porque todo mundo se dá superbem. Ninguém esperava que isso fosse acontecer”, disse. Ela estava na sala de aula quando começaram os tiros. “Eu acho que ninguém vai querer mais voltar para lá. Foi um momento de desespero. Todo mundo em pânico. Isso vai ficar na cabeça. Quando saímos da sala, vimos eles [atiradores] mortos e também os outros alunos”, relembrou a jovem que foi ao velório acompanhada da mãe Cristina de Souza.
Também estiveram no velório o ministro da Educação, Ricardo Vélez, que cumprimentou as famílias e conversou com o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares da Silva, e com o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi.

Solidariedade

O azulejista Alberto dos Santos, 53 anos, de Guarulhos, levou oito flores para homenagear as vítimas dos dois atiradores, ex-alunos de 17 e 25 anos, que invadiram a escola e disparam contra estudantes e funcionários, matando oito pessoas. “Faço esse gesto porque sou pai e, como pai, precisamos olhar para os nossos filhos. O nosso jardim está mais triste”, disse, emocionado.
O motorista de transporte escolar Vaninho Clemente da Silva, 44 anos, contou à Agência Brasil que estava trabalhando, levando crianças para a escola, quando soube da notícia pelo rádio. “Ali já ficamos consternados. Tristes. Nós que somos da área, transportamos as crianças todos os dias, e acontece um episódio desse bem próximo da gente, é muito difícil”.

Velório

Estão sendo velados no local os corpos dos estudantes Caio Oliveira, 15 anos; Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos; Kaio Lucas Costa Limeira, 15 anos; e Samuel Melquiades, 16 anos, além da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, 59 anos, e da funcionária Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos. O estudante Douglas Murilo Celestino, por motivos religiosos, está sendo velado em uma igreja da Assembleia de Deus.
Os atiradores Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, estão sendo velados em outro local.
Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, dono da locadora de onde os atiradores roubaram o carro utilizado na ação, e tio do Guilherme, também está sendo velado em outro local.
Fonte: agenciabrasil

quarta-feira, 13 de março de 2019

Autores de massacre em Suzano-SP eram ex-alunos e usaram armas incomuns


Os dois responsáveis pelo massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), eram ex-alunos do colégio e usaram armas atípicas para atacar alunos e funcionários. O crime aconteceu no horário do intervalo, por volta 9h30, quando os estudantes estavam fora das salas. Dez pessoas morreram — incluindo os autores e o tio de um deles, que não estava no colégio – e ao menos 23 vítimas foram encaminhadas a hospitais.
Os criminosos foram identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. O aniversário de Luiz Henrique seria no próximo dia 16, quando ele faria 26 anos. Já Monteiro atingiria a maioridade no dia 5 de julho. Os dois cometeram suicídio assim que a Polícia Militar chegou à instituição de ensino.
Pouco antes de chegar até a escola, Guilherme efetuou um disparo contra seu tio numa concessionária de veículos onde já havia trabalhado. Nas redes sociais, ele publicou que estava “viajando para São Paulo” e incluiu 30 fotos. Entre as imagens, estão retratos segurando a arma usada no tiroteio e com uma máscara de caveira com a qual foi encontrado.
Além de uma arma de fogo calibre .38, os dois portavam armas incomuns: uma besta – que é uma arma medieval –, arco profissional, machado, coquetel molotov e explosivos.
À revista Veja, o avô de Guilherme afirmou que o neto morava com ele e que os pais do adolescente eram dependentes químicos. Segundo a revista, alunos que se encontravam em frente ao local do crime disseram que Guilherme ameaçou colegas num shopping, três dias antes.
O avô disse ainda que o neto trabalhou na concessionária do tio que foi atingido antes do ataque à escola e que havia sido demitido há dois anos. “Era um menino bonzinho, não tinha problemas com drogas e nunca me deu trabalho”, disse o avô à Veja.
Entenda
A escola de Suzano, onde ocorreu o massacre, fica a cerca de 50 quilômetros da capital São Paulo, tem ensino fundamental e médio, além de um centro de línguas. Lá estudam cerca de mil alunos e trabalham 121 funcionários.
Vítimas
A polícia identificou as oito vítimas do massacre na escola estadual Raul Brasil. Entre elas, estão duas funcionárias da instituição de ensino, Marilena Ferreira Vieira Umezo e Eliana Regina de Oliveira Xavier. Cinco jovens, todos estudantes do ensino médio, e um comerciante da região também perderam a vida no ataque.
Pablo Henrique Rodrigues, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquíades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino estavam no pátio, durante o intervalo das aulas, quando foram surpreendidos pelos tiros.
Jorge Antônio Moraes, dono de uma locadora de veículos que fica ao lado do colégio, foi o primeiro a ser atingido pelos atiradores. Ele seria tio de Guilherme. Jorge foi socorrido e levado ao hospital municipal de Suzano, mas não resistiu.
Durante coletiva de imprensa, o comandante da PM de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou que os agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar impediram os criminosos de entrarem em uma sala de aula e atirarem contra outros 10 alunos, que se escondiam no espaço.
Vídeos
Minutos após o ataque, um cenário de horror se formou no colégio Raul Brasil. As imagens mostram alunos caídos no chão e uma grande quantidade de sangue espalhada pelo local. Na gravação, é possível ver ao menos cinco corpos nos corredores da escola.
Estudantes correm no pátio gritando em direção a pessoa que está gravando. Em desespero, uma aluna pede socorro. “Me ajuda, meu Deus”, gritou, ao sair correndo.
Imagens gravadas por câmeras de segurança na rua da escola filmaram o momento em que os dois atiradores estacionaram um Ônix branco em frente ao colégio e entraram para cometer o massacre. O vídeo foi divulgado pelo site O Antagonista.
Nas imagens, é possível ver o carro estacionando em frente ao portão de entrada da escola. Logo em seguida, o passageiro desce do carro e parece conversar com o motorista. Com uma mochila nas costas e carregando algo nas mãos, ele deixa a porta do passageiro aberta e dá a volta por trás do carro, parando ao lado da janela do motorista.
O rapaz parece continuar o diálogo com o motorista do carro por alguns instantes e, em seguida, se vira e entra na escola. O motorista demora no carro por alguns minutos, mas logo sai com certa pressa e atravessa o portão da escola. Assim como seu comparsa, ele levava uma mochila nas costas e carregava algo nas mãos. Em poucos segundos vários adolescentes parecem fugindo.
Outros massacres
Realengo (RJ), Goiânia (GO), Medianeira (PR), Campinas (SP) e São Paulo (SP) são cidades brasileiras marcadas pelo derramamento de sangue em locais de grande movimento, como escolas, igrejas e até cinemas. Em duas décadas, ao menos 22 pessoas morreram nesse tipo de massacre.
Em Realengo, 12 pessoas foram mortas e 22 ficaram feridas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em abril de 2011. Portando dois revólveres calibre .38 e equipamento para recarregar rapidamente as armas, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, atirou contra alunos em salas de aula lotadas. Ele foi atingido por um policial e se suicidou.
Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra. Na carta encontrada com o atirador, ele falava de questões religiosas e dava indícios de que o ataque foi premeditado. Segundo as investigações, ele havia feito pesquisas relacionadas a atentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas.
Uma missa acontecia na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) quando Euler Fernando Grandolpho, 49 anos, abriu fogo contra fiéis em dezembro de 2018. Ele matou cinco pessoas e cometeu suicídio. Outras quatro ficaram feridas após serem atingidas pelos disparos.
Os investigadores descobriram que o atirador fazia uma espécie de diário onde anotava placas de carros e outras informações sobre supostos perseguidores. Ele chegou a registrar boletins de ocorrência sobre os casos.
Um estudante de medicina, em novembro de 1999, entrou em uma das salas de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, e abriu fogo contra a plateia durante a sessão do filme Clube da Luta. Armado com uma submetralhadora 9 mm, ele atirou contra 66 espectadores. Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas. O homem só parou quando foi contido por policiais.
Fonte:portalcn1