terça-feira, 25 de abril de 2017

Dentista larga consultório, muda de vida e vira cafeicultor em MG: 'Foi uma necessidade'

Produtor rural em Machado há 40 anos, Edson Figueiredo Vieira teve que optar e largar ex-carreira para se dedicar à sucessão no campo

Cafeicultor largou consultórios para cuidar da propriedade do sogro há 40 anos em Machado (Foto: Lucas Soares)

A paixão de quem cultiva o café na lavouras pode vir de várias formas. Na maioria das vezes, passa de geração em geração dentro das famílias. Em outros casos, vem de um pequeno empurrão dado pela vida. Foi o que aconteceu com ex-dentista Edson Figueiredo Vieira, que resolveu mudar de vida, deixou os consultórios e foi morar no campo, para se tonar um produtor rural.
"Não foi bem eu que larguei, eu não posso dizer isso, senão meus ex-clientes vão ficar tristes comigo. Mas ali foi uma necessidade de opção. Quando meu sogro faleceu, essa propriedade era grande para a época e eu não tinha como conciliar a profissão de odontologia com a roça. Naquele tempo eu era moço, a gente punha (sic) a mão na massa. Aí chegar com a mão toda estragada para cuidar dos pacientes, não tinha como, foi assim que eu fui largando a profissão", conta Vieira.
De lá pra cá, muita coisa mudou, inclusive a rotina de trabalho. Edinho, como é conhecido na cidade, diz que tem saudade dos tempos de odontologia, quando a vida era mais "tranquila".
"No tempo de odontologia eu tinha final de semana, tinha tempo. Já roça não, do jeito que eu mexo são 365 dias 'no ar', por causa das atividades né", diz o produtor.
E quem conhece Edinho diz que ele não para. É o tempo todo pra cima e pra baixo para resolver os assuntos da fazenda. A rotina de trabalho começa cedo. Vai desde que o sol nasce até a hora em que ele começa a ir embora, depende da quantidade de afazeres. Há 40 anos no campo, Edinho conta que aos poucos a vida do cafeicultor foi ficando mais "fácil", por causa do avanço da tecnologia.
"A cafeicultura ficou até mais favorável. Você não tem mão de obra como tinha antigamente, mas também teve muitas melhorias como máquinas, defensivos agrícolas, herbicidas, novas tecnologias de espaçamento, ficou muito favorável", diz Edinho.
Produtores apostam em diversificação para melhorar renda e aproveitar áreas em Machado (Foto: Lucas Soares)

Diversificação para sobrevivência

A fazenda de Edinho é um exemplo de como o produtor pode diversificar para não depender apenas de uma só cultura ao longo do ano. Além do café, o produtor cria suínos, produz leite, cultiva soja, milho, banana, sorgo e até aveia. O objetivo é aproveitar ao máximo a área existente e também ter opção para manter a renda durante o ano inteiro.
"Já mexemos com gado holandês puro, que hoje já não existe mais pra gente, mas a gente faz a pecuária extensiva dentro do que tem. Tira o leite, insemina do jeito que pode, é pouco, mas é bem zelado, uma coisa rústica mesmo, simples", conta o produtor.
Segundo o engenheiro agrônomo da Cooperativa Agrária de Machado (Coopama), José Pinheiro Lourenço, nos últimos 10 anos, os produtores de café da região também passaram a se dedicar ao cultivo de cereais como alternativa de renda.
Produtores apostam na diversificação no campo, aliando café com áreas de sorgo (ao centro) e soja posteriormente (Foto: Lucas Soares)
"Na região de Machado, até 10, 12 anos atrás, a agricultura era basicamente leite e café, pequenos produtores de leite e 90% da renda das propriedades eram de café. De 10 anos pra cá, hoje nós estamos produzindo soja, milho e trigo, que é uma novidade para a região. Nós produzimos uma quantidade razoável de feijão. Isso não só para sobrevivência, mas para aproveitamento de aéreas, porque se você ficar preso somente à cafeicultura, quando você tem épocas de crise, de preços muito baixos, a coisa fica muito difícil", diz o agrônomo.

Fonte: g1.globo sul de minas

Manifestação deve reunir centenas contra demolição de ranchos em Rifaina

Uma manifestação deve reunir rancheiros, comerciantes, políticos e outros membros da população, no domingo (30), em Rifaina (SP). Contra a ameaça de demolição de dezenas de ranchos na represa do Rio Grande, o encontro deve reunir centenas de pessoas a partir das 10h, no Calçadão da Praia.
Os protestos, segundo os organizadores, fazem parte um movimento iniciado em fevereiro pelo prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço, contra o que considera uma “ameaça à economia e ao emprego na cidade”, por conta do forte impacto que as decisões judiciais que determinam a derrubada dos ranchos trará ao segmento turístico.
Uma das principais preocupações dos organizadores do ato público é com o turismo, principal fonte de economia do município, já que muitos comerciantes estão com medo que aconteça a demolição dos  quiosques da praia, do calçadão, dos ranchos. “Rifaina renasceu com o Turismo e não vamos permitir que ela seja prejudicada como foi quando da inundação da represa, que acabou com a indústria cerâmica na cidade, que era o carro-chefe da nossa economia. Levamos muitos anos para definitivamente viabilizarmos a nossa vocação turística e não podemos permitir que novamente voltemos à estaca zero”, disse o prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço.
E ele complementou com um apelo a todos os turistas, comerciantes, prestadores de serviços e pessoas comuns que amam Rifaina: “Venham protestar, no domingo, dia 30, véspera do feriado, às 10 horas na orla da praia”.
Ações judiciais que pedem a demolição dos ranchos em virtude da distância da área de inundação da represa, que tem limite de 560 metros já correm na Justiça de Minas Gerais, principalmente na Comarca de Uberaba.
No caso de SP ainda não existem decisões judiciais como em Minas, mas além de Rifaina estão sob ameaça a economia gerada pelo turismo nos ranchos e represas do Rio Grande, as cidades paulistas de Pedregulho, Igarapava, Aramina, Guaíra e Miguelópolis.
No lado mineiro, as primeiras demolições já atingiram Sacramento, com dois ranchos demolidos e mais três sob ameaça.
Existem também decisões definitivas em Delta (na divisa com Igarapava), com prejuízos que podem atingir também as cidades de Conquista, Ibiraci e limítrofes como Claraval, Cássia, Delfinópolis e Passos.
Fonte:Popmundi

Rodovias Portinari e Ronan Rocha serão leiloadas nesta terça-feira

Trechos das rodovias Cândido Portinari (foto) e Ronan Rocha fazem parte do lote Rodovia dos Calçados
O governo do Estado de São Paulo vai realizar nesta terça-feira a concessão internacional do lote Rodovia dos Calçados, que começa em Itaporanga, perto da divisa com o Paraná, e chega até Franca. A sessão pública de abertura das propostas acontecerá na BM&F/BOVESPA (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo).
O lote tem 720 quilômetros, que abrangem trechos de dez rodovias, incluindo a Cândido Portinari e a Ronan Rocha, hoje sob concessão da Autovias, e atravessam 35 municípios das regiões de Franca, Bauru, Itapeva, Ribeirão Preto e Sorocaba. O trecho ganhou o nome de Rodovias dos Calçados por incluir dois polos produtores, Franca e Jaú.
A licitação prevê desconto médio de 21% nas atuais tarifas de pedágio e mais 5% para quem usar pagamento eletrônico, além de uma série de inovações tecnológicas que vão beneficiar os usuários.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que a licitação colocará as pistas a serem concessionadas entre as mais modernas do mundo. O projeto contempla R$ 5 bilhões em investimentos ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 2,1 bilhões a serem efetivados já nos primeiros oito anos.

Do total, R$ 1 bilhão é destinado às obras principais de ampliação da malha rodoviária, R$ 2,4 bilhões referentes à restauração e conservação, além de implantação de equipamentos e sistemas, bem como outras melhorias nas pistas. A maior parte dos investimentos deverá ocorrer obrigatoriamente até o décimo ano contratual.

Fonte:gcn


domingo, 23 de abril de 2017

Ídolo da Jovem Guarda, cantor Jerry Adriani morre aos 70 anos

Ele enfrentava um câncer e estava internado desde o começo do mês em um hospital no RJ












O cantor estava internado desde o começo do mês,  quando descobriu um câncer (Foto: Divulgação)
Ídolo da Jovem Guarda, o cantor Jerry Adriani morreu neste domingo (23), aos 70 anos, no Rio de Janeiro. Ele foi diagnosticado com câncer no começo de abril, após uma série de exames, e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Recentemente, o cantor também sofreu uma trombose em uma das pernas. Ele faleceu às 15h30. A morte foi noticiada para o portal de notícias G1, para o qual a família confirmou a notícia, mas não deu informações sobre horário e local do enterro.

Trajetória

Jair Alves de Souza nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo. O nome artístico Jerry Adriani foi adotado no começo de sua carreira como cantor, em 1964. 

O primeiro disco foi "Italianíssimo", quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.
Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco "Um grande amor". 

Jerry foi apresentador do programa musical “Excelsior a Go Go”, da TV Excelsior, na década de 60. Outra atração que comandou foi "A grande parada", pela TV Tupi em 1967 e 1968. Ele era um dos apresentadores ao lado de Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marilia Pera.

O cantor também atuou no cinema, cantando e interpretando em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Fonte:atribuna

sábado, 22 de abril de 2017

Caminhão com 15 toneladas de couro tomba em estrada 

Um acidente envolvendo um caminhão foi registrado na manhã desta sexta-feira (21), na estrada Ana Teresa Canaves, de acesso a Restinga (SP), próximo à rodovia Cândido Portinari. Segundo informações, o veículo transportava uma carga de 15 toneladas de raspa de couro.
Os produtos tinham como destino uma empresa de gelatinas, balas e chicletes, na cidade de Amparo (SP). Apesar da gravidade do acidente, o motorista de 33 anos, não teve ferimentos.
De acordo com as primeiras informações, o caminhão apresentou problemas nos freios e o motorista não conseguiu fazer uma curva e bateu contra uma defensa metálica da pista. Parte do material ficou espalhada e as causas do acidente serão investigadas
Fonte: popmundi

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Duplicação da rodovia Cândido Portinari está perto do fim


A obra deveria ser concluída em setembro de 2015; o prazo foi adiado para 2016 e não foi cumprido
Dilma Rousseff (PT) ainda era a presidente da República, o Brasil tinha acabado de levar 7x1 da Alemanha, Gilson de Souza (DEM) era deputado estadual e Donald Trump sequer sonhava que um dia iria ser o presidente dos Estado Unidos. Muita coisa mudou nos últimos três anos.
 
Setembro de 2014. Após muitas promessas e diversos adiamentos de prazos, as obras de duplicação de 15 quilômetros da rodovia Cândido Portinari, entre a saída de Franca e o trevo de acesso a Jeriquara, foram finalmente iniciadas. O então secretário estadual de Transportes, Clodoaldo Pelissioni, esteve em Franca e assinou a ordem de serviço.
 
A obra, orçada em R$ 110,3 milhões, deveria ser concluída em setembro de 2015. O prazo inicial foi adiado para fevereiro de 2016 e, mais uma vez, não foi cumprido. Agora, quase três anos depois, a duplicação parece chegar ao fim e o governo marcou nova data de entrega.
 
O serviço de duplicação foi dividido em dois lotes. O lote 1, que vai do Km 406 (posto Paineirão) ao Km 413 (segundo trevo de Cristais) tem 83% das obras concluídas. A previsão de conclusão neste trecho é agosto. Em nota, o DER informou que foi enfrentada dificuldade com ações de desapropriação, que atualmente estão sendo apreciadas pela Justiça. O lote 2, que vai do Km 413 ao Km 421 (trevo de Jeriquara) está com 93% das obras concluídas. A expectativa é de que o término se dê no final deste mês.
 
Desde o começo do ano, o tráfego de veículos já ocorre em pista dupla nos dois sentidos e faltam apenas serviços complementares, como conclusão de trevo de acesso, sinalização e implantação de dispositivos de segurança para a conclusão.
 
“Houve uma redução significativa de acidentes no trecho duplicado, principalmente, nos horários de pico e nas tardes de domingo, quando o fluxo de veículos era grande. Importante alertar os motoristas que o fato de a pista ter sido duplicada, não significa que o limite de velocidade foi ampliado, continua sendo de 100 km/h para veículos leves e de 80 km/h para veículos pesados”, disse o sargento Mariano, da Polícia Rodoviária.

Fonte:gcn

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Detran descobre fraude em auto escola de Franca-SP

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) flagrou na noite desta terça-feira (18) irregularidades em um Centro de Formação de Condutores (CFC) em Franca (SP). 
Ao chegar à autoescola para uma fiscalização de rotina, a equipe do Detran.SP verificou que uma aula prática da categoria B (carro) que constava em andamento no sistema e-CNHsp – por meio do qual o órgão faz o rastreamento das etapas do processo de habilitação – não estava efetivamente sendo ministrada. O veículo que deveria estar em uso na aula estava estacionado em frente ao estabelecimento.
Foi registrado boletim de ocorrência no 1º distrito policial de Franca por inserção de dados falsos em sistema de informações, que, segundo o artigo 313-A do Código Penal, prevê pena de 2 a 12 anos de reclusão. Os envolvidos, tanto os responsáveis pelo CFC como o aluno, responderão a inquérito policial.
Além disso, a autoescola terá suas atividades suspensas preventivamente por 30 dias e responderá junto ao Detran.SP a um processo administrativo que pode resultar até em descredenciamento. Como garante a Constituição Federal, a empresa terá direito a apresentar defesa antes da conclusão do processo.
“O correto processo de formação do condutor é essencial para a segurança no trânsito. Desse modo, precisamos coibir cada vez mais esse tipo de crime. Para isso, é fundamental que o cidadão não seja conivente e denuncie qualquer tipo de fraude à nossa Ouvidoria”, afirma Maxwell Vieira, diretor-presidente do Detran.SP.
A Ouvidoria do Detran.SP pode ser acionada pelo portal www.detran.sp.gov.br. É garantido sigilo absoluto ao denunciante.
Fonte:popmundi