segunda-feira, 3 de novembro de 2014


Abelhas matam égua e fazem família 


refém



02/11/2014 Autor(a): Edson Arantes Função: RepórterFoto(s): Dirceu Garcia/Comércio da Franca


Abelhas matam égua e fazem família 'refém'

























Um enxame de abelhas provocou a morte de uma égua e manteve uma família como "refém" dentro de uma casa na zona rural de Franca no começo da tarde deste domingo. Os moradores só conseguiram deixar o local com a intervenção dos bombeiros, que usaram roupas especiais para fazer o resgate.
A ocorrência incomum se deu no sítio Santo Antônio localizado entre Franca e Patrocínio Paulista, onde estão instaladas torres de transmissão de uma rádio. De acordo com informações apuradas pelos bombeiros, um homem não identificado teria sido contratado para retirar uma colmeia que se formou entre o forro e o telhado de uma casa onde ficam aparelhagens da emissora.
As abelhas se alvoroçaram com a intervenção e atacaram animais que estavam em um pasto nas proximidades. "Quando chegamos, a égua já estava morta. Os moradores nos relataram que o animal foi tomado pelo enxame, que se debateu na varanda, saiu correndo desesperado e que caiu após derrubar uma cerca de arame", contou o cabo Rodrigues.
Em seguida, o enxame se concentrou diante da residência do caseiro, onde cinco pessoas ficaram retiradas, entre elas uma criança de oito anos e uma gestante. "A situação no local era delicada. Colocamos uma roupa especial sem aberturas para fazer a aproximação e entramos. Vestimos uma roupa idêntica nos moradores e fomos resgatando um por um e colocamos dentro de um carro em segurança". Uma das mulheres estava grávida e ficoumuito assustada com a ocorrência. "Felizmente, nenhuma pessoa se feriu.Se as abelhas mataram um animal de grande porte, imagina o que poderiater acontecido com uma criança. Orientamos as pessoas que nunca tentem mexer com abelhas durante o dia", concluiu o cabo Rodrigues.

Fonte: gcn.net.br

domingo, 2 de novembro de 2014

Multa por ultrapassagem proibida sobe de R$ 191 para R$ 1.915


Os brasileiros que realizarem ultrapassagens indevidas terão punições mais severas. A Lei 12.971/2014 altera 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em maio. Além das ultrapassagens proibidas, infrações como disputa de corridas, rachas e manobras perigosas também foram reajustadas.

A lei começa a vigorar a partir deste sábado (1º) de novembro e deve pesar no bolso dos motoristas imprudentes, passando de R$ 191,54 para R$ 1.915,40; equiparando-se a multa da Lei Seca. O infrator também corre o risco de ter a habilitação suspensa. Também está previsto o dobro da multa caso o condutor cometa a mesma infração num período de 12 meses, ou seja, R$ 3.830,80.



Fonte: www.passos24horas.net













sábado, 1 de novembro de 2014

Colisão na Ronan Rocha mata 3 pessoas e deixa outras 3 



















































































feridas


Colisão na Ronan Rocha mata 3 pessoas e deixa outras 3 feridas
Em meio aos destroços dos veículos envolvidos no acidente, agentes funerários recolhem um corpo, ontem à tarde, na rodovia Ronan Rocha, município de Itirapuã
Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas em um grave acidente registrado, no final da tarde de ontem, em Itirapuã (SP). Uma sétima pessoa escapou ilesa. O desastre envolvendo três veículos ocorreu na altura do km 2, mais 900 metros da rodovia Ronan Rocha, em um trecho com três faixas de rolamento. A condutora de um dos veículos envolvidos teria perdido o controle durante uma ultrapassagem e atingido outro que seguia no sentido oposto. O terceiro veículo foi atingido na lateral após o impacto dos dois primeiros e era o que estava sendo ultrapassado. 
 
A polícia, com base em informações colhidas no local dos fatos, apurou que Leila Aparecida Silveira Maia Ferreira, 43, conduzia um Fiat Uno Sporting, 1.4, 2012, prata, com placas de Ribeirão Preto, sentido Itirapuã/Capetinga (MG). Ela estava acompanhada dos sogros, Arnaldo Ferreira Pinto, 80, e Lázara Luíza Ferreira, 75. Os três retornavam da residência de parentes, em Franca. O destino era a fazenda em Capetinga onde os três moravam. No sentido oposto, em um Voyage 1.6, 2012, prata, com placas de Passos (MG), viajavam a advogada Maria Aparecida Olegário de Carvalho, 45; o marido, Paulo Sérgio de Carvalho, e a filha Laura Olegário de Carvalho, 14. A família de Passos seguia com destino a Franca.
 
Na altura do km 2 mais 900 metros, em um trecho com três faixas, Leila Ferreira, condutora do Uno Sporting, teria manobrado para ultrapassar o Corsa Super, 1997, vermelho, com placas de Passos, conduzido pela estudante universitária Joyce Silveira Franklin, 29, que reside no Parque Universitário, em Franca, e estava a caminho da casa dos pais, em Passos. Por motivos a serem apurados, Leila Ferreira perdeu o controle, atravessou a faixa dupla contínua, e atingiu o Voyage onde estavam a advogada, o marido e a filha.
 
Com a violência do impacto, o Corsa que estava sendo ultrapassado foi atingido na lateral por um dos veículos que colidiram frontalmente. O corpo do agricultor Arnaldo Pinto, que estava no banco traseiro do Uno Sporting, foi projetado para fora e caiu em um buraco com mais de 10 metros de profundidade. Ele teve morte instantânea. A mulher dele, Lázara Ferreira, também morreu instantaneamente, presa às ferragens. A nora sofreu ferimentos graves. Maria Aparecida, que dirigia o Voyage, morreu presa às ferragens. O marido dela e a filha foram socorridos e internados na Santa Casa de Franca em estado grave. A estudante do Corsa, que viu seu veículo rodopiar sobre a pista e parar no acostamento no sentido oposto ao que seguia, não se feriu. O fluxo de trânsito ficou prejudicado por quase duas horas.
 
Unidades dos Bombeiros e do Samu de Franca foram acionadas para socorrer os feridos, liberar os corpos das ferragens e resgatar o corpo do idoso. A perícia foi realizada por uma equipe do IC (Instituto de Criminalística) de Franca. Os laudos com as causas do acidente deverão ser emitidos em 30 dias. A Delegacia de Itirapuã abriu inquérito que vai apurar responsabilidades.Até o fechamento desta edição não estavam definidos local e horário dos sepultamentos.
 

 Arnaldo Ferreira Pinto, 80, Lázara Luíza Ferreira e Maria Olegário foram as vítimas fatais da colisão.


Fonte: gcn.net.br/

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cidade no Ceará disponibiliza só 20 litros de 
água ao dia por pessoa

Todas as reservas hídricas de Irauçuba se esgotaram.
Município depende de água de carro-pipa levada por vizinhos.

André TeixeiraDo G1 CE
Na madrugada, famílias se acordam e fazem longas filas para coletar água nos tanques espalhados pela cidade. Horário e data do abastecimento é irregular e família não sabem quando será o próixmo fornecimento (Foto: André Teixeira/G1)Na madrugada, famílias fazem filas para coletar água em tanques públicos (Foto: André Teixeira/G1)
A última reserva de água da cidade de Irauçuba, no Ceará, secou há quatro meses e os 22,3 mil habitantes dependem de água de cidades vizinhas que chegam em carro-pipa. Na zona rural, a água potável é levada pelo Exército, racionada em 20 litros de água por dia por pessoa, que são usados para todas as necessidades. "São 20 litros para lavar prato, lavar roupa, fazer a comida, tomar banho e ainda beber. É impossível. Estamos em uma situação de penúria mesmo, só sobrevivendo", relata a agricultora Geovana Maria de Sousa.
Ela tem no quintal de casa uma cisterna que acumulava água da chuva. Até o fim de setembro era a fonte da família. "Mesmo com pouca chuva neste ano, ainda deu para encher a cisterna toda. Depois que o açude secou, a gente só tinha ela para tirar água e acabou rápido."
Na zona urbana de Irauçuba, a 150 quilômetros de Fortaleza, a estação de tratamento da Companhia de Água e Esgoto (Cagece) recebe um volume diário de 250 mil litros, trazidos de açudes vizinhos em carro-pipa. Com essa baixa quantidade – a cidade precisa diariamente de 1,2 milhão de litros (cerca de cinco vezes o que recebe) –, a água chega apenas às torneiras das casas mais próximas da estação.
A maioria da população depende da água levada pela Defesa Civil do Estado do Ceará a tanques públicos espalhados pela cidade. Como o abastecimento é irregular e chega a demorar 10 dias, muitos têm que pagar pelo que consomem.
Açude Jerimum, principal fonte de abastecimento de Irauçuba, secou há quatro meses. As últimas poças d'água são inadequadas para o consumo humana, mas serve para o rebanho (Foto: André Teixeira/G1)Açude Jerimum, principal fonte de abastecimento de Irauçuba, que secou há quatro meses (Foto: André Teixeira/G1)
"Vender água em Irauçuba virou um negócio lucrativo nos últimos meses. As pessoas que têm caminhão deixaram de fazer outras atividades para vender água, que é a mercadoria que todo mundo quer. Alguns, inclusive, já expandiram o negócio. Começaram com três caminhões e hoje já têm seis ou sete", diz o secretário de Meio Ambiente do município, Caetano Rodrigues.
frase seca (Foto: André Teixeira/G1)
Os pipeiros, como são chamados, trazem água dos açudes do Frade ou Missi, das cidades de Itapajé e Itapipoca, e vendem em Irauçuba por R$ 25 cada mil litros. A água tem forte odor, é suja e inadequada para beber. Em geral, ela é dada aos animais ou usada para tomar banho.
"Procuram direto, dia e noite. Hoje Irauçuba já tem 40 caminhões-pipa, e eles não param. Todos os dias a gente faz dezenas de viagens para abastecer as caixas daqui", diz Jacob Andrade Ribeiro, pipeiro de 49 anos. Os açudes de Itapajé e Itapipoca têm 20% e 16% da capacidade máxima, respectivamente, e a população teme que essas reservas também acabem.
"A água que vem desses locais só resolve a situação emergencial. A coisa só vai melhorar mesmo com boas chuvas no próximo ano", diz o secretário Caetano Rodrigues. No Ceará, as chuvas ocorrem, principalmente, em março, abril e junho.
População divide o dinheiro recebido do Bolsa Família para comprar alimento e água (Foto: André Teixeira/G1)Thiago Rafael da Silva Moreira, de 10 anos, comemora a chegada do caminhão-pipa do Exército na zona rural (Foto: André Teixeira/G1)
Na área urbana, quem não pode pagar pela água tem que esperar o abastecimento da Defesa Civil no tanque público mais próximo. Às 2h da manhã de 16 de outubro, a aposentada Maria Amélia levantou da cama acordada pelo filho de 12 anos, que percebeu a chegada do carro-pipa. Em cerca de dois minutos, as ruas da comunidade Fazendo Mocó estavam tomadas por centenas de pessoas com baldes vazios, fazendo fila para coletar água. O caminhão levou 20 minutos para encher o tanque; em menos de 10, ele secou novamente.
"É sempre assim. Todo mundo corre e fica um alvoroço de gente para conseguir água. Normalmente todo mundo consegue. O problema é quando demora muito para voltar, mais de uma semana. Aí a gente fica sem uma gota d'água em casa. Ou consegue de favor dos amigos ou tem que comprar com o dinheiro do Bolsa Família", relata Maria Amélia.
Raimunda Rodrigues e a mãe Francisca Rodrigues carregam 15 baldes por semana: "coluna dói" (Foto: André Teixeira/G1)Raimunda Rodrigues e a mãe Francisca Rodrigues carregam 15 baldes por semana: "coluna dói" (Foto: André Teixeira/G1)
A autônoma Raimunda Rodrigues, de 42 anos, e a mãe, a aposentada Francisca Rodrigues, 69, também investem parte do dinheiro do Bolsa Família para a compra de água. "Se a gente for esperar [pelo abastecimento de água nos tanque], a gente morre à míngua. Agora a gente compra um pouquinho menos de comida e tem que separar um pouquinho para água de beber", diz a filha. As duas carregam, semanalmente, 15 baldes de 20 litros da rua em frente à casa até a cozinha. "Nós somos mulheres já de idade. Todo dia é carregando isso. A coluna dói, mas, como a gente mora só, vai ter que ser assim."
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Ficha - especial seca - Irauçuba (CE) (Foto: G1)
Segundo a Defesa Civil, a demanda de água em todas as regiões da cidade é muito grande, por isso não há como abastecer de forma regular todos os pontos.
Prejuízos e conta no vermelho
Com a estiagem que já dura três anos e meio, todo o sistema de irrigação e produção agropecuária está parado na cidade. O gado bebe água das cacimbas (poços) feitas onde ficavam os açudes. Segundo o prefeito de Irauçuba, José Mota, nas últimas semanas o prejuízo se estendeu ao comércio e ao serviço público. "Nós temos hospitais, delegacias que não podem deixar de receber água, mas estamos com receio de que falte. Temos cinco indústrias que garantem emprego a muita gente e que precisam de água, não podem ficar sem. O comércio já está sentindo os prejuízos também."
Segundo Mota, a Prefeitura de Irauçuba investiu R$ 1,23 milhão na compra de água desde o início da sua gestão, em janeiro de 2012. "Esse valor é muito alto para uma cidade como a nossa. A água não pode faltar, então às vezes não conseguimos honrar nossos compromissos. Já estamos atrasados com alguns fornecedores e tememos que situação piore ainda mais", diz.
Adutora deve ficar pronta em dezembro e vai puxar água de açude que tem atualmente 20% da capacidade máxima (Foto: André Teixeira/G1)Adutora deve ficar pronta em dezembro e vai puxar água de açude que tem atualmente 20% da capacidade máxima (Foto: André Teixeira/G1)
O governo do estado anunciou há mais de um ano uma adutora emergencial para levar água a Irauçuba. O governador Cid Gomes visitou a cidade em 16 de outubro e vistoriou as obras. "Temos que construir a adutora o quanto antes, essa vai ser a solução definitiva para a cidade", disse. Durante a visita, um pequeno grupo fez uma manifestação cobrando a aceleração na obra. "Desde 2012 estamos esperando, e até agora nada", reclama Lucas Leitão.
Para o secretário de Meio Ambiente de Irauçuba, Caetano Rodrigues, há risco de que, quando a adutora esteja pronta, a água do açude esteja esgotada. "A adutora deve ser concluída em dezembro, mas o açude de onde ela vai tirar água tem atualmente 20% da capacidade. Quando ela for puxar água, pode ser que não tenha mais nenhuma gota."
Fonte: g1.globo.com /ceara