domingo, 14 de dezembro de 2014

Ex-diretor ligado ao PT capta R$ 650 milhões em propina em 8 anos


    • Renato Duque - nome indicado pelo PT -, captou cerca de R$ 650 milhões
    A força-tarefa do Ministério Público Federal avalia que já dispõe de elementos suficientes para afirmar que a Diretoria de Serviços da Petrobras, na gestão do ex-diretor Renato Duque - nome indicado pelo PT -, captou cerca de R$ 650 milhões em propinas sobre contratos fechados de 2004 a 2012 com as seis empreiteiras que são alvo do primeiro pacote de denúncias criminais da Operação Lava Jato.
    Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal, às vezes o dinheiro de propinas era tão volumoso que precisava ser transportado em carro-forte, por orientação de Duque. O ex-diretor chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas foi solto por liminar do Supremo Tribunal Federal. Mendonça agia em nome da Setal Óleo e Gás, empreiteira do cartel que negocia acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste do governo federal.
    No acordo que firmou com a Procuradoria da República, documento que compreende 19 anexos, o executivo dedicou um capítulo inteiro a Duque e ao "pagamento de propinas". Nesse trecho, ele se compromete a revelar "todos os fatos relacionados aos acordos voltados à redução/supressão da competitividade, com prévio acerto do vencedor, de preços, condições, divisão de lotes nas licitações e contratações da Petrobras".

    O acordo de colaboração é um contrato. Ao assinar o termo, em setembro, o executivo se dispôs a apontar as formas como se concretizava a entrega de propinas. Ele se compromete a devolver R$ 10 milhões a título de multa compensatória por danos causados contra a administração pública - a primeira parcela, de R$ 2,5 milhões, foi quitada em 10 de novembro. O restante será quitado em sete parcelas até 20 de julho de 2015.

    Contato
    Segundo Mendonça, o então diretor de Serviços "orientava três coisas" - pagamentos em dinheiro, depósitos em contas no exterior e repasses para o PT. "O contato com o partido era o Vaccari", diz o delator, em referência a João Vaccari, tesoureiro do PT. Para "mascarar" os desvios de parte dos contratos, Duque, segundo o delator, mandava fazer uso de notas frias de empresas de fachada ligadas ao Grupo Delta.
    Após longa investigação, que reuniu documentos e outros depoimentos, os procuradores se convenceram do envolvimento direto de Duque e vão acusá-lo por corrupção passiva, organização criminosa e outros crimes. "Os corruptores que mantinham contratos com a estatal ofereceram e prometeram vantagens indevidas, notadamente aos então diretores de Abastecimento e de Serviços, Paulo Roberto Costa e Duque."
    O cálculo da Lava Jato para chegar aos R$ 650 milhões destinados à diretoria de Duque é feito a partir do montante global de propinas até aqui apurado, R$ 971 milhões - valor que se quer recuperar para os cofres públicos e relativo ao total desviado na área de Abastecimento em contratos das seis empreiteiras citadas nas primeiras denúncias.
    Cerca de R$ 270 milhões ficaram com a diretoria de Costa. O restante foi canalizado para a diretoria de Duque, que arrecadava 2% em contratos das demais áreas - Abastecimento (cota do PP), Internacional (do PMDB), Exploração e Produção; e Óleo e Gás, ambas da cota petista. "O valor de quase R$ 1 bilhão corresponde aos 3% de propina paga em função dos contratos da área de Abastecimento", disse o procurador Deltan Dallagnol.
    A Lava Jato apurou que as comissões pagas nessa área, sob controle do PP, alcançaram 3% sobre contratos com 16 empresas do cartel - 2% teriam sido destinados à Diretoria de Serviços, que cuida dos processos de contratação, concorrência e fiscalização, e 1% para Abastecimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

    Fonte:uol.com.br

    quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

    Empresário vai à polícia após denúncia falsa em rede social


    Foto: Arquivo/Comércio da Franca
    Empresário vai à polícia após denúncia falsa em rede social
    Imagem de arquivo de carne servida no restaurante e churrascaria Zebu

    Uma relação comercial mal resolvida provocou acusações nas redes sociais, prejuízos, denúncia de extorsão na polícia e retratação pública. A polêmica teve início no sábado, 6, quando o empresário Fabiano Siqueira publicou em seu Facebook que a churrascaria Zebu teria sido fechada no dia 1º de outubro e que as refeições e carnes servidas não teriam procedência. A “denúncia” trazia fotos, que ajudaram a ampliar a repercussão e as críticas ao 


    estabelecimento. “O movimento foi prejudicado por essa calúnia”, afirmou ontem o proprietário, Jaime Luiz Prezotto.
     
    Ele procurou a polícia e denunciou o empresário por extorsão e ameaça. Disse que havia contratado a empresa de Siqueira por R$ 22 mil para fazer reformas no estabelecimento. Depois do serviço, ele teria exigido mais dinheiro. “Tudo o que foi combinado, foi pago. Tenho os comprovantes, mas esse rapaz veio até aqui e disse que, se eu não pagasse o que ele queria, ele publicaria fotos na internet”. Prezotto também acusou o prestador de serviço de ter chutado o seu carro e quebrado uma luminária do estabelecimento.
     
    Como ele não teria aceito pagar além do combinado, o empresário passou a criticar a churrascaria em redes sociais. Após o caso ir parar na polícia, Fabiano retirou o texto com as acusações de seu perfil e publicou o que chamou de uma retratação no lugar estimulando os clientes a voltarem a frequentar o local. “Fizemos declarações as quais hoje, após a reforma que fizemos, não são mais verdadeiras. Venho comunicar que todos possam voltar a frequentar a churrascaria, pois a mesma se encontra em perfeito estado. No calor do momento, devido ao débito, tentei prejudicar a imagem do mesmo (local) ao invés de procurar meus direitos no juizado de pequenas causas”. Ele alegou ter sofrido prejuízo com a reforma e que teria mais R$ 7 mil para receber. Declarou que algumas fotos publicadas são da internet, mas a maioria ele fez durante a reforma. 
     
    A Vigilância Sanitária de Franca informou que todos os fechamentos e interdições de estabelecimentos, em casos de sujeira ou venda de alimentos de origem duvidosa, são registrados pelo órgão e que a churrascaria Zebu, no período denunciado pelo empresário, não teve problemas.

    Fonte: gcn.net.br 

    terça-feira, 9 de dezembro de 2014

    Represa cheia no interior atrai turistas ‘órfãos’ da seca em SP


    JOÃO ALBERTO PEDRINI



    Rifaina, cidade de 3.500 habitantes no interior de São Paulo, tornou-se um oásis. Localizado bem na divisa com Minas Gerais, a 464 km da capital paulista, o município tem o que outros não têm: água.
    Às margens da represa de Jaguara, no rio Grande, Rifaina virou refúgio de turistas que buscam onde veranear em seus barcos, motos aquáticas e lanchas, vindos de lugares afetados pela maior crise hídrica dos últimos 84 anos.
    É praticamente impossível haver rebaixamento no nível da água na região, situada entre hidrelétricas do sistema de Furnas e da Cemig (Companhia Energética de MG).

    Foto: Edson Silva
    Turistas em lancha na represa de Jaguara, em Rifaina (SP)
    Turistas em lancha na represa de Jaguara, em Rifaina (SP)
    Isso porque a usina local opera com o sistema de fio d’água, que não precisa de reservatório para gerar energia, fazendo com o que o volume de água seja constante.
    A abundância hídrica, a boa localização –próxima a Ribeirão Preto e Franca, em SP, e de Uberaba e Uberlândia, em MG– e as melhorias na infraestrutura urbana têm atraído mais turistas este ano.
    As duas principais marinas da cidade receberam cerca de 20 novas embarcações de Delfinópolis (MG), e moradores de locais banhados pelo sistema Cantareira –que abastece a Grande SP–, como Nazaré Paulista e Bragança Paulista, também têm dado as caras.
    “Há uns dois meses recebo duas ou três ligações por dia de gente de Delfinópolis perguntando preços”, diz Fabrício Cantieri, 36, dono da marina Maré Alta, que também teve procura de
    paulistanos.
    Em uma das imobiliárias da cidade houve aumento da procura em 25% neste ano. “Já não tenho
    nenhum aluguel [de ranchos] para o final do ano”, afirmou Paulo Roberto de Melo Freitas, dono da Mara Imóveis.
    Ele diz que, no ano passado, ainda havia opções nesta mesma época. Um aluguel de um rancho chega a custar quase R$ 20 mil (seis dias para 18 pessoas). São mais de 600 ranchos às margens da represa.
    Moradores e empresários ouvidos pela Folha disseram que o município começou a ganhar destaque no turismo após obras da prefeitura.
    Segundo o secretário de Turismo, Cláudio Masson, de 2005 a 2012 a gestão investiu mais de R$ 3 milhões para revitalizar a orla. Um calçadão de 4 km foi construído, com quiosques, paisagismo, iluminação e estacionamento.
    Um novo residencial está sendo viabilizado. O Enseada da Fronteira (460 mil m² e 320 imóveis), da construtora Engimurb, já está com 40% dos lotes comercializados. Os terrenos vão de R$ 130 mil a R$ 250 mil. Algumas residências chegam a valer R$ 2 milhões.
    “O acesso é fácil, a cidade tem ótima estrutura, água em abundância. Só tende a crescer”, diz Amir Choaib, 57, dono da construtora, que planeja investir em mais dois projetos de alto padrão.
    A cidade ganhará neste mês o seu primeiro prédio, de dez andares e 41 apartamentos –média de R$ 260 mil por unidade. A construtora informa que vai construir outro edifício, maior, na orla.
    Fonte:www.orc.com.br

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

    POSTO DE COMBUSTÍVEL É ASSALTADO EM CÁSSIA-MG


    Na madrugada desta quinta-feira (4), por volta das 3h50, três assaltantes armados invadiram Posto Miranda localizado na Rodovia MG-344, em Cássia próximo ao trevo. 

    Os bandidos, que cobriam o rosto com camisetas, obrigaram o frentista R.A.O., 23 anos, a se deitar no chão e roubaram todo o dinheiro que estava em seu bolso e também no caixa.


    Antes de saírem, eles ainda levaram alguns produtos da loja de conveniência e supostamente, teriam utilizado um veículo que estava parado nas proximidades para fugirem. O carro seguiu em direção a cidade de Capetinga.

    A  Polícia Militar foi acionada e comunicando o fato com os municípios vizinhos, mas nenhum suspeito foi preso. 

    quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

    Bandidos explodem caixa eletrônico em São Sebastião do Paraíso


    caixa eletronico destruido ssparaiso1




    03/12 - Depois de Itaú de Minas, São Sebastião do Paraíso foi à cidade escolhida por bandidos para explodir caixas eletrônicos.
    Nesta terça-feira (3), por volta das 03:00hs, policiais militares receberam denuncias de que um caixa eletrônico havia sido explodido no Bairro Lagoinha, próximo á Prefeitura Municipal.
    No local os militares encontram o caixa completamente destruído e alguns objetos deixados pelos assaltantes. Foram deixadas uma barra de ferro, uma mochila, uma sacola de supermercado e algumas notas de dinheiro.


    caixa eletronico destruido ssparaiso





    Uma testemunha informou que os indivíduos estavam em automóvel Ágile, cor Branca.
    Ainda de acordo com a testemunha, ele se aproximava do local, quando foi abordado por homens encapuzados, armados com armas de pequeno porte, que obrigaram ele a parar seu veiculo e mandaram que ele descesse e ficasse de joelhos com as mãos na cabeça, enquanto os assaltantes recolhiam o dinheiro após a explosão.
    A PM montou operação cerco bloqueio, mas até o momento ninguém foi preso.

    Fonte:www.passosnews.com





    terça-feira, 2 de dezembro de 2014

    NOIVO SOFRE ACIDENTE DE TRABALHO EM 



    CURTUME E CASAMENTO É ADIADO   





                         

    Foto arquivo pessoal


    Noivo sofre acidente de trabalho em curtume e casamento é adiado



    O fuloneiro Ailson Carlos dos Santos, 38, e a coladeira de peças Patrícia de Fátima Oliveira, 30, se casariam no último sábado




    Um grave acidente de trabalho adiou o sonho de um casal de Franca. Já estava tudo praticamente pronto para o casamento marcado para o último sábado, mas, dois dias antes, o noivo foi atingido pela explosão de uma tina com produtos químicos usados para tratamento de couro, em um curtume em Restinga.

    Apesar do susto e da frustração pelo adiamento da cerimônia, o quadro do fuloneiro Ailson Carlos dos Santos, 38, é estável. “Ele está se recuperando bem, está respirando quase normalmente e pode ser que ele até saia amanhã (hoje), caso a febre dele melhore. Mas ele ainda tosse, pois inalou muita fumaça, está fraco e tem evitado falar”, disse a noiva de Ailson, a coladeira de peças Patrícia de Fátima Oliveira, 30.
    Eles iriam se casar na igreja de Santa Rita de Cássia, na cidade mineira de Cássia, onde moram familiares de Patrícia. Após a cerimônia, os noivos fariam uma recepção para os padrinhos. “Não temos uma nova data para casar. Estou preocupada com ele agora. Vou esperar ele ter alta, primeiro, para depois decidirmos quando será o casamento”, disse a coladeira, acrescentando que recebeu o auxílio de familiares para cancelar os contratos da cerimônia.
    “Todos foram bem compreensivos e concordaram em desmarcar o que estava agendado. As pessoas da igreja e da recepção foram bem legais. Minha irmã foi quem correu para cancelar tudo e avisar os convidados. Só teve uma pessoa que não ficou sabendo do acidente a tempo e acabou indo à igreja no sábado.”
    O casal se conhece há cerca de 15 anos, desde que a irmã de Ailson começou a namorar o irmão de Patrícia. Eles estão juntos há sete anos.
    De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, Ailson teve o pulmão afetado devido à inalação de fumaça tóxica, mas ele já respira sem a ajuda de aparelhos. A recuperação das queimaduras na barriga, braços e pernas do fuloneiro também segue dentro do esperado. O hospital informou ainda que a alta do paciente depende da evolução do seu quadro. 
    O acidente
    Ailson Carlos se acidentou na noite de 27 de novembro, quando a tina com produtos químicos do fulão - utilizado no curtimento e tingimento de couros - em que trabalhava explodiu, na unidade do curtume Boi Santo, em Restinga. Outros dois funcionários estavam próximos a Ailson no momento da explosão, mas não chegaram a ser internados. “O serviço dele é de risco, pois trabalha com produtos químicos. Foi justamente a combinação de um produto químico com o outro que gerou a explosão”, disse a noiva.
    Segundo Patrícia, seu noivo já havia sofrido outro acidente enquanto operava o mesmo aparelho meses atrás, mas não sofreu ferimentos na ocasião. Ailson trabalha como fuloneiro há cerca de 15 anos e nunca havia sofrido acidentes operando o fulão, antes dessas duas ocorrências.
    O Comércio entrou em contato com a diretoria do curtume Boi Santo por telefone e também por e-mail, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

    Fonte:gcn.net.br

    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

    Suspeitos explodem caixas de agências bancárias em Itaú de Minas



    Dois bancos do Centro da cidade foram alvos de criminosos na madrugada.
    Testemunhas disseram que a quadrilha ameaçou pessoas antes do crime.

    Agências bancárias foram invadidas e caixas explodidos (Foto: Hélder Almeida)
                             Agências bancárias foram invadidas e caixas explodidos (Foto: Hélder Almeida)
















    Duas agências bancárias foram arrombadas durante a madrugada deste domingo (30) no Centro de Itaú de Minas (MG). Segundo a Polícia Militar, uma quadrilha armada invadiu o Banco do Brasil e destruiu caixas eletrônicos com explosivos. Em seguida, o grupo entrou em uma agência do Banco do Brasil e também explodiu alguns caixas. O valor em dinheiro levado pela quadrilha ainda não foi contabilizado.
    De acordo com os militares, ninguém ficou ferido, mas um homem que estava em um hotel próximo às agências presenciou toda a ação de uma das janelas do quarto. Ele relatou aos policiais que viu quando cinco pessoas encapuzadas e armadas se aproximaram de uma das agências e antes de entrar apontaram as armas para um veículo que estava parado no semáforo. Os suspeitos teriam ordenado que todos ocupantes descessem e ficassem em um canto da rua.
    Ainda de acordo com o homem, os suspeitos fizeram a mesma coisa com um grupo de jovens que passava pela rua no momento do crime.
    Conforme o boletim de ocorrência, os criminosos entraram nas agências, explodiram os caixas e fugiram em seguida. Outra testemunha disse à polícia que eles saíram da cidade de carro pela Rodovia MG-050. Os militares fizeram buscas em toda a região, mas nenhum suspeito foi localizado.
    Fonte: g1.globo.com