Com crise, família monta brechó na beira de estrada em Fama, MG
Sem emprego na zona rural, ideia foi para aumentar a renda da família.
Peças de roupas, vendidas por no máximo R$ 10, vêm de doações.
O Brechó da Bina foi montado dentro do sítio da família Rosa, na beira da estrada. O negócio é novo no local, tem só uma semana, e anda chamando a atenção de quem passa. "É novidade pra gente que habita na roça, nunca vi. É diferente", comenta o pedreiro Ademilton Martins.
"É pra aumentar a renda da família mesmo, porque a gente é uma família muito unida e decidimos montar esse brechó [juntos]", conta Fabiana.A barraca de roupas é da família da Fabiana Aparecida Rosa de Sousa. A ideia do negócio surgiu como uma opção para sair da crise, já que até na zona rural está difícil conseguir emprego. As roupas vendidas no brechó vêm de doações.
E toda a família se une mesmo pelo negócio. José Batista Rosa é trabalhador rural, mas nas horas vagas, vira vendedor e dá uma mãozinha na loja. "Eu improviso mesmo [pra vender]", conta rindo da própria falta de prática. "A pessoa chega e eu vou improvisando."
Para os clientes, não faltam opções. Tem roupa feminina, masculina, infantil, sapatos, bolsas, bijuterias, tudo com precinho em conta. As peças mais caras custam R$ 10. A barraca tem cerca de 300 itens e na primeira semana, eles já venderam 20 peças, o que pra Fabiana significa um bom começo.
Também não falta criatividade no negócio. A cerca da roça vira vitrine e os manequins dependurados na barraquinha foram improvisados, tudo pra chamar a atenção do consumidor.
"Vale tudo mesmo, nos manequins a gente coloca umas peças bem elegantes, peças que estão bem em alta, na cerca também, que são o xadrez, o jeans rasgado. São sempre peças pra chamar a atenção, o freguês olhar, gostar e levar", revela Fabiana.
Para os vizinhos, a família é um exemplo de como reagir diante das situações difíceis. "É gente que teve coragem de enfrentar, fazer e se Deus quiser, eu acredito que eles vão ganhar dinheiro e dar certo", apoia o produtor rural Antônio Batista Inácio.
Fonte: http://g1.globo.com
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