Jane mordeu e quebrou a vassoura no filho
Jane Aparecida Jardim, 27, a mulher que matou o próprio filho de apenas cinco anos por espancamento, deixou a penitenciária de Tremembé e passou a última noite na cadeia do Guanabara. Ela voltou a Franca para prestar novo depoimento. Na manhã de ontem, realizou a reconstituição do crime. A polícia confirmou que era mentira a história de que o menino teria feito
cocô na cama, “justificativa” que a mãe deu para espancá-lo até a morte. Também vieram à tona novos detalhes da agressão. “A mulher confessou que deu vassouradas e três mordidas no abdome e face da criança”, disse o delegado Djalma Donizete Batista.
Confrontada com laudos periciais e fotos das lesões, Jane revelou detalhes que havia omitido em seu primeiro depoimento. Jane bateu no filho pelo menos duas vezes no período das 8 às 12h45. Logo cedo, a mulher havia servido arroz, salsicha e ovo ao menino. Adriano Henrique Jardim Ramos passou mal e vomitou em seguida no sofá da sala. Foi quando a criança levou a primeira surra de cinta.
Jane colocou Adriano de castigo no sofá e foi cuidar do filho de dois anos que estava no quarto. Em determinado momento, ela chama Adriano. “Ela sentiu cheiro de fezes e constatou que ele tinha feito as necessidades na roupa. Ela mandou que ele fosse ao banheiro se lavar. No trajeto, passou a agredi-lo novamente. Desta vez, com a vassoura”, contou o investigador Wellington Amato. Foram golpes no abdome e no joelho, que quebraram o pau em dois pedaços. A polícia acredita que o menino possa ter feito cocô na roupa, justamente, após ter sofrido a primeira agressão. Quando Adriano saiu do banho, Jane o agarrou e o chacoalhou. Foi quando o menino caiu e bateu a cabeça no chão e, não na cama, como ela havia dito na primeira versão. “Ao ver que o filho havia perdido a consciência, ela o levou até o banheiro e tentou reanimá-lo. Como não conseguiu, levou o menino para a cama e fez respiração boca-a-boca. Ela não tinha álcool em casa e passou pano com pinga no nariz dele”, completou Amato.
Ao ver que o menino não acordava, Jane chamou um vizinho para dar socorro a ele. Adriano deu entrada na Santa Casa no começo da tarde e teve a morte cerebral constatada na noite seguinte. “Não temos dúvidas de que ela teve a intenção de matar. Agora, o motivo ainda não sabemos. Faremos um levantamento se foi por causa da separação (do pai do garoto) ou se ela tem algum desvio. Ela nos disse que não tinha sentimento por esta criança, porque não chegou a conviver com o menino. Não tinha amor por ele”, disse o delegado Djalma. Segundo o policial, Jane é uma mulher fria. “Percebemos que ela emite emoções a partir do momento em que fala dela própria. Sobre a criança, ela não esboça nenhuma reação”.
A Polícia Civil vai concluir o inquérito amanhã. O delegado aguarda o resultado de laudos para decidir se denuncia Jane por outros crimes, além do homicídio doloso por motivo fútil. Ela se recusou a dar entrevistas e disse apenas que estaria arrependida. Após a reconstituição, retornou para Tremembé.
Fonte: gcn.net.br
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